Teoria as Relações Humanas

Humanizando a Empresa

“O contexto da experiência de Hawthorne – A literatura a respeito da Experiência de hawthorne é volumosa. [...] Na época, desenvolvia uma política de pessoal que valorizava o bem-estar dos operários, mantendo salários satisfatórios e boas condições de trabalho. [...] A empresa não estava interessada em aumentar a produção, mas em conhecer melhor seus empregados.” (Chiavenato, 2003, pg. 103)

Nota Minha: Curiosa a experiência de Hawthorne quanto ao fator psicológico quando das suas reações física sobre o seu ambiente, a intensidade da luz correspondia a sua produção. A reação humana no ambiente sobre sinais ambientais, esse aspecto condicionante é próprio dos animais, que não criticam seu espaço por tornar a mente uma evidência do ser e estar em meio a este ambiente. Isso é próprio da Antropologia filosófica que expressa o seu duplo sentido, selecionar o homem sobre aquilo que ele é, e/ou sobre tudo o quanto venha a valer.

“Quanto maior a integração social no grupo de trabalho, tanto maior a disposição de produzir. Se o empregado apresentar excelentes condições físicas e fisiológicas para o trabalho e não estiver socialmente integrado, sua eficiência sofrerá a influência de seu desajuste social.” (Chiavenato, 2003, pg.105)

Comportamento social dos empregados

“O comportamento do individuo se apóia totalmente no grupo. Os trabalhadores não agem ou reagem isoladamente como indivíduos, mas como membros de grupos. A qualquer desvio das normas grupais, o trabalhador sofre punições sociais ou morais dos colegas, no intuito de se ajustar aos padrões do grupo. Enquanto os padrões do grupo permanecerem imutáveis, o indivíduo resistirá a mudanças para não se afastar deles.” (Chiavenato, 2003, pg.105)

“Isso significa que a administração não pode tratar os empregados, um a um, como se fossem átomos isolados. Precisa sim trata-los como membros de grupos e sujeitos ás influências sociais desses grupos. Os trabalhadores não reagem à administração, a suas decisões, normas, recompensas e punições como indivíduos isolados, mas como membros de grupos sociais e cujas atitudes são influenciadas por códigos de conduta grupais. É a teoria do controle social sobre o comportamento individual. A amizade e o agrupamento social dos trabalhadores devem ser considerados aspectos relevantes para a Administração. A Teoria das Relações Humanas contrapõe o comportamento social do empregado ao comportamento do tipo máquina proposto pela Teoria Clássica, baseado na concepção atomística do homem.” (Chiavenato, 2003, pg.106)

Notas Minhas: Padrões sociais do grupo tido como aceitáveis, talvez seja o  maior problema no momento de ofertar a competitividade. Por exemplo: quem vende mais, quem vende menos. Esse tipo de imposição pela administração criará conflitos, posto pelo autor, é preciso cautela sobre este entendimento, visto que o alcance pode não corresponder as metas pretendidas, é preciso conhecer o homem e sua cultura, para pensar no social e não no individuo.

Conceito do homem social

“Os precursores da Administração Científica se baseavam no conceito do homo economicus – pelo qual o homem é motivado e incentivado por estímulos salariais – e elaboravam planos de incentivo salarial para elevar a eficiência e abaixar os custos operacionais. Para a Teoria das Relações Humanas, a motivação econômica é secundária na determinação do rendimento do trabalhador. Para ela, as pessoas são motivadas pela necessidade de “reconhecimento”, de “aprovação social” e “participação” nas atividades dos grupos sociais nos quais convivem. Daí o conceito de homem social.” (Chiavenato, 2003, pg. 106)

“Os grupos informais constituem a organização humana da empresa, muitas vezes em contraposição á organização formal estabelecida pela direção. Os grupos informais definem suas regras de comportamento, formas de recompensas ou sanções sociais, objetivos, escala de valores sociais, crenças e expectativas que cada participante vai assimilando e integrando em suas atitudes e comportamento.” (Chiavenato, 2003, pg.107)

“O comportamento humano é influenciado pelas atitudes e normas informais existentes nos grupos dos quais participa. É dentro da organização que surgem as oportunidades de relações humanas, devido ao grande número de grupos e integrações resultantes. A compreensão das relações humanas permite ao administrador melhores resultados de seus subordinados e a criação de uma atmosfera na qual cada pessoa é encorajada a exprimir-se de forma livre e sadia.” (Chiavenato, 2003, pg.107)

“Enquanto a eficiência material aumentou vigorosamente nos últimos 200 anos, capacidade humana para o trabalho coletivo não manteve esse ritmo de desenvolvimento. Com base nos sociólogos Lê Play e Durkheim, cujas observações nas comunidades mais simples demonstraram que o progresso industrial provocou um desgaste no sentimento espontâneo de cooperação, Mayo afirma que a cooperação não pode ser encontrada pelo simples retorno ás formas tradicionais de organização. Deve haver uma nova concepção das relações humanas no trabalho. A colaboração na sociedade industrializada não pode ser entregue ao acaso, enquanto se cuida apenas dos aspectos materiais e tecnológicos do progresso humano.” (Chiavenato, 2003, pg.108)

“As mudanças tecnológicas tendem a romper os laços informais de camaradagem e de amizade dentro do trabalho e a privar o operário do espírito gregário.” (Chiavenato, 2003, pg.108)

“Passamos de uma sociedade estável para uma sociedade adaptável, mas negligenciamos a habilidade social. Nossa capacidade de colaborar com os outros está se deteriorando. Somos tecnicamente competentes como nenhuma outra idade na História o foi, e combinamos isso com uma total incompetência social.  É necessária a formação de uma elite social capaz de recobrar a cooperação.” (Chiavenato, 2003, pg.108)

“Para Mayo, a organização eficiente, por si só, não leva á maior produção, pois ela é incapaz de elevar a produtividade se as necessidades psicológicas do trabalhador não forem descobertas, localizadas e satisfeitas.” (Chiavenato, 2003, pg.108)

Nota minha: O autor nos trás análise de Lodi, em que coloca o meio social de Taylor na sua teoria “Homo economicus”, que sua crença, tanto também a de Mayo, correspondia exatamente o seu aspecto social, onde cenário do Mayo era o da universidade, o aspecto da época era o valor do ser como capacitado e não o dinheiro, já Taylos, entendia tal como a si mesmo, sem esforço não conseguirá recursos ou status.

“A civilização industrializada traz como conseqüência a desintegração dos grupos primários da sociedade, como a família, os grupos informais e a religião, enquanto a fábrica surgirá como uma nova unidade e social que proporcionará um novo lar, um local de compreensão e de segurança emocional para os indivíduos. Dentro dessa visão romântica, o operário encontrará na fábrica uma administração compreensiva e paternal, capaz de satisfazer suas necessidades psicológicas e sociais.” (Chiavenato, 2003, pg.108)

“Cada fato, atitude ou decisão se torna objeto de um sistema de sentimentos: de aprovação, rejeição, neutralidade ou resistência, os quais podem conduzir á cooperação ou á oposição ou confusão, dependendo da forma como são compreendidos e interpretados pelas pessoas.” (Chiavenato, 2003, pg.110)

“As necessidades psicológicas e de atua-realização envolvem objetivos mais flexíveis e permitem transferências e compensações. A necessidade de prestígio pode ser satisfeita pelo status social, sucesso profissional ou pelo poder do dinheiro.” (Chiavenato, 2003, pg.119)

Notas Minhas: O moral elevado ou baixo, irá corresponder sobre suas repostas de produção, o autor salienta a importância deste moral estar identificado com o patrão, correspondido, entrosado, sobre todos os aspectos. Se pensarmos em vendas, isso irá transferir de acordo, apatia, desinteresse, resultará na falta de condições de prestar um bom serviço de atendimento, correspondendo em servir melhor os clientes.

“O moral elevado conduz a um clima receptivo, amigável, quente e agradável, enquanto o moral baixo quase sempre provoca um clima negativo, adverso, frio e desagradável.” (Chiavenato, 2003, pg.121)

“A vida para cada pessoa pode ser vista como uma contínua luta para satisfazer necessidades, aliviar tensões e manter equilíbrio.” (Chiavenato, 2003, pg.122)

“A maior parte das necessidades individuais, em nossa cultura, é satisfeita por meio de relações com outras pessoas e grupos sociais.” (Chiavenato, 2003, pg.122)

“Para a pessoa, o processo de se relacionar com outas pessoas é um processo ativo – e não passivo – de satisfazer necessidades.” (Chiavenato, 2003, pg.122)

“A pessoa não espera que a relação capaz de lhe proporcionar os meios de satisfazer uma necessidade ocorra naturalmente, mas ela própria procura os relacionamentos adequados ou utiliza os relacionamento nos já existentes com o propósito de satisfazer suas necessidades pessoais.” (Chiavenato, 2003, pg.122)

“A organização opera mais eficientemente quando a pessoa e seu chefe têm um entendimento comum das responsabilidades e padrões de desempenho que a empresa espera obter deles.” (Chiavenato, 2003, pg.128)

“As relações humanas representam uma atitude, um estado de espírito que deve prevalecer no estabelecimento e/ou na manutenção dos contatos entre pessoas. Deve-se reconhecer que as pessoas são possuidoras de personalidade própria que merece ser respeitada. Isso implica uma compreensão sadia de que toda pessoa traz consigo, em todas as situações, necessidades materiais, sócias ou psicológicas, que procura satisfazer e que motivam e dirigem seu comportamento neste ou naquele sentido. Assim como as pessoas são diferentes entre si, também a composição e a estrutura das necessidades variam de individuo para individuo.” (Chiavenato, 2003, pg.133)

“De acordo com esse conceito, praticar relações humanas significa mais do que estabelecer e/ou manter contatos com outros indivíduos. Significa estar condicionado nessas relações por uma atitude, um estado de espírito, ou uma maneira de ver as coisas, que permita compreender as pessoas, respeitando sua personalidade, que sem dúvida é diferente da nossa. Esse conceito se aplica a qualquer situação: no lar, na escola, no trabalho etc.” (Chiavenato, 2003, pg.133)

“A manipulação envolve um processo por meio do qual a pessoa acredita estar fazendo algo que realmente vem de encontro á sua vontade, quando na realidade ela foi condicionada a pensar assim.” (Chiavenato, 2003, pg.139)

“Toda organização existe, não para si mesma, mas para alcançar objetivos e produzir resultados. É em função dos objetivos e resultados que a organização deve ser dimensionada, estruturada e orientada.” (Chiavenato, 2003, pg.153)

“Enquanto a Administração Científica enfatizava os métodos e a racionalização do trabalho e a Teoria Clássica punha ênfase nos princípios gerais da Administração, a Teoria Neoclássica considera os meios na busca da eficiência, mas enfatiza os fins e os resultados,  na busca de eficácia. Há um forte deslocamento para os objetivos e resultados.” (Chiavenato, 2003, pg.153)

“O ser humano cada vez mais necessita cooperar com outras pessoas para atingir seus objetivos. Nesse sentido, a Administração é basicamente a cooperação de atividades grupais.” (Chiavenato, 2003, pg.154)

“A organização é o seu instrumento, enquanto, concomitantemente, produz resultados necessários á sociedade.” (Chiavenato, 2003, pg.155)

CHIAVENATO, Idalberto, Introdução à teoria geral da Administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações. 7. ed. Ver. E atual. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2003 – 2ª Reimpressão. Notas Minhas: Marisa Viana Pereira

 

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *