Algas Vivas

Nos últimos dois anos, no litoral do Paraná ocorreram dezenas de acidentes com águas-vivas e com caravelas, em razão disto, a Secretaria de Saúde do Paraná alerta para os riscos de queimadura. Como qualquer contato com águas-vivas e com caravelas pode evoluir para um caso grave, é necessário que a pessoa se dirija ao hospital ou pronto-atendimento mais próximo, mesmo quando não aparentar gravidade.

chefe da divisão de Zoonoses da secretaria, Gisélia Rúbio, alerta que a pessoa queimada pela água-viva só pode passar água salgada e vinagre no local. “Não há outras substâncias que ajudam a melhorar a queimadura. Porque os tentáculos da água-viva têm pequenos ferrões com veneno urticante, então eles podem estourar, o que apenas piora”, explicou.

As águas-vivas e caravelas possuem estruturas semelhantes, com a parte de cima do corpo gelatinosa – água-viva – ou como uma bolha flutuante – caravela. O ideal é que os pais orientem seus filhos a respeito da presença destes animais na água do mar e que, ao avista-los, afaste-se ou deixe o mar.

A pessoa queimada por estes animais, de acordo com a infectologista do Hospital Regional do Litoral, Lucia Ineida, deve sair imediatamente da água e pedir ajuda para o salvavidas, que no litoral paranaense estão orientados para fazer os primeiros socorros. Quando houver a necessidade de retirar os tentáculos do animal da pele, eles devem ser retirados com uma pinça.

Outros riscos

Apesar de mais comum, as águas-vivas e caravelas não são os únicos animais que oferecem risco a quem está no litoral. A chefe da divisão de Zoonoses da secretaria lembrou que as arraias podem ferir pessoas na praia ou pescadores com o seu ferrão, além de injetar veneno. Neste ano também houve um caso de ferimento com o peixe-escorpião na Ilha do Mel, então o banhista deve ficar atento e procurar atendimento médico. Referência: Agência Estadual de Notícias – Foto: estadao.com.br


Referência em Vídeo

Algas contra o aquecimento global

Nos últimos anos, a China virou o grande vilão do aquecimento global. Fábricas de todo mundo vieram para cá, as autoridades permissivas ignoraram qualquer impacto ambiental em troca de mais investimento e rios, lagos e o ar do país se tornaram os mais poluídos do mundo. A situação ainda é sombria em boa parte do país, mas há uma outra China tentando liderar e faturar com o negócio das energias renováveis.

Visitei a fábrica da ENN, acima, distribuidora de gás da vizinha província de Hebei que investe pesado no desenvolvimento da energia solar e eólica, e já produz o carvão gaseificado que eles chamam de “carvão limpo”. A última novidade deles é desenvolver uma técnica que usa algas marinhas para absorver o dióxido de carbono. Se funcionar, pode ser implantado na vizinhança das milhares de termoelétricas da China (75% da energia chinesa vem do altamente poluente carvão). As algas também seriam transformadas em biocombustível e ração animal. Referência: biodieselbr.com

Águas-vivas proliferam por causa da poluição e pesca excessiva

Algas Vivas e Barco

Pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, divulgaram uma pesquisa que mostra que os oceanos estão sendo cada vez mais rapidamente infestados por águas-vivas, algumas com mais de dois metros de diâmetro e pesando 200 quilos. A causa, segundo o documento, se deve principalmente a atividades humanas como a poluição e a pesca excessiva.

Proliferação de águas-vivas no Japão – Y.Taniguchi/Niu Fisheries Cooperative

De acordo com o cientista australiano Anthony Richarson, um dos responsáveis pelo estudo, apesar de a densa agregação das águas-vivas ser uma característica natural e saudável do ecossistema marinho, “foi observado nos últimos anos um aumento mais severo desses seres pelos oceanos devido a diminuição de seus competidores e predadores”, os peixes.

Na pesquisa, feita em conjunto com o Centro de Pesquisa Marinha do país, consta que a remoção global anual de 100 a 120 milhões de toneladas de vida marinha nas últimas duas décadas está contribuindo significantemente para esse desequilíbrio.

Os principais predadores de águas-vivas são tartarugas, tubarões e atum, mas peixes pelágios pequenos, que andam em cardumes de anchovas e sardinhas, também se alimentam de filhotes de águas-vivas.

“Esse equilíbrio do sistema marinho está se acabando a passos largos”, afirma Richardson.

Além de ações humanas como a pesca excessiva, a pesquisa indica que a translocação e modificação de habitats marinhos(quando o homem muda espécies para novas áreas) e a eutroficação (nutrientes químicos de fertilizantes agrícolas, urbanos e industriais, que alteram e deteriorizam a água de rios e oceanos),  também estão promovendo uma multiplicação desses animais e o detrimento da vida e organismos marinhos.

Além disso, ao contrário de outras espécies de peixes, as águas-vivas, representadas por quatro mil espécies, são mais resistentes à modificação do ambiente marinho e à poluição humana que atinge oceanos. Quando nitrogênio e fósforo (vindos dos fertilizantes) vazam para o mar, há falta de oxigênio, as chamadas “zonas mortas”, onde peixes não conseguem sobreviver, mas águas-vivas, sim.

A pesquisa mostra que o aumento crescente de águas-vivas foi notado especialmente no sudeste asiático, no Mar Negro, no Golfo do México e no Mar do Norte.

O problema é tão preocupante que pesquisadores começaram a tentar controlar as populações usando ondas de som para explodir as criaturas, assim como redes especiais que as cortam em pedaços.

Consequências

Até o momento, algumas consequencias observadas dessa invasão mostram que, no Japão, por exemplo, há dificuldade de pescaria e de comércio, uma vez que as águas-vivas gigantes (as Nomuras) são tão grandes que arrebentam redes de pesca , além de deixar os peixes com uma espécie de limo na pele, dificultando a venda.

Próximo a Namíbia, onde a pesca também é intensa e dizimou estoques significantes de sardinhas, a água é hoje dominada por água-vivas. “É como se o colapso das sardinhas diminuísse a pressão predatória das água-vivas e aumentasse suas fontes de alimento (uma vez que peixes e águas-vivas também competem pelo mesmo tipo de organismos marinhos para alimentar-se)”.

Futuramente, a pesquisa aponta outras consequências, como praias terem que ser fechadas, além de afetar diretamente o turismo, economia e atividades sociais.

Os pesquisadores, que investigam uma melhor forma de controlar o aparente caos marinho, alertam que é preciso urgentemente começar a administrar o ambiente oceânico de forma holística e com precaução para prevenir mais exemplos do que poderia ser uma invasão dominante dessas criaturas gelatinosas e cheias de tentáculos em todo o mundo.

“Infelizmente, um estado dominado por águas-vivas não suporta altos níveis tróficos de outros peixes, mamíferos e pássaros marinhos”, disse Richarson. Referência e foto: operamundi.com.b – Por: Giovana Vitola

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3 Comments

  • pepynha disse:

    estou estudando para prova dia 11-11-11 de ciencias e a prova é sobre poriferos e cnidarios e gosto muito de aprender sobre aguas vivas

  • juliana disse:

    eu ja fiquei cara a cara com uma alga viva e ela quase me eletricutou. kkkkkkkkk

  • Elda Secchi disse:

    Gostaria de saber sobre águas vivas que são usadas para vasos florais. Tenho algumas em casa e se multiplicaram bastante, mesmo com pouca água e sem mudar a mesma.

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